quarta-feira, março 05, 2008

VIRGÍNIA WOOLF

"para que se vive? Por que se faz tantos sacrifícios para que a espécie humana prossiga? Isso é tão desejável assim? Somos uma espécie assim tão atraente? Nem tanto... Perguntas tolas e vãs, perguntas que a pessoa só formulava quando não tinha nada para fazer. A vida humana é isto? A vida humana é aquilo? Nunca se tinha tempo para pensar nisso."

(...)Se o melhor de nossos sentimentos nada significa para a pessoa mais envolvida neles, que realidade nos é deixada?

As horas, as dúvidas. As horas, o tempo. Que ao passar nos vai encurralando na teia das nossas próprias escolhas. O amor. A sua estranheza. O outro. O que a vida é e o que poderia ser. O espanto. A inadaptação

Entretanto sou incapaz de dizer o que é que eu quero, apesar de ansiar pelo que espero de alguma forma secreta. Pois muitas vezes, e com freqüência cada vez maior, a medida que o tempo passa, dou comigo de repente a interromper minhas andanças, como se eu fosse paralisada por um olhar estranho e novo sobre a superfície da terra que conheço tão bem. Um olhar que insinua alguma coisa; mas que se vai antes de eu perceber seu sentido. É como se um riso nunca visto furtivamente se estendesse num rosto bem conhecido; por um lado dá medo, no entanto por outro ele nos faz um sinal.
(Contos Completos – O diário de Mistress Joan Martyn)


"Pois a verdade é que os seres humanos não têm bondade , nem fé, nem caridade, senão o necessário para aumentar o prazer do momento."

''Quando o ritmo da vida diminuia por um instante,
parecia que a amplitude das experiencias se tornava infinita.''

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